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"fabrico próprio"
de Amélia Bentes

O projecto proposto é um solo interpretado por Amélia Bentes e apresentado em conjunto por um ou mais artistas convidados, em Lisboa e Sintra foram dois pintores que actuam ao vivo. O convidado pode ser diferente consoante o local de apresentação, ou seja este deverá pertencer ao país ou cidade em que este solo for apresentado. Estas intervenções artísticas permitem, revelar novos talentos, misturar artistas de áreas diferentes, influenciar públicos de outras áreas a assistir ao espectáculo, e ao mesmo tempo reciclar a coreografia.

É sobre: Caímos numa armadilha. A armadilha do tempo, ou seja na exigência que fazemos a nós próprios, que o futuro venha a ser o que realmente pensamos, e este não existe no pensar mas somente no acontecer...no agora...As metáforas do tempo .
Procuro sentir o peso que o meu tempo tem , vivê-lo intensamente, onde tudo tem uma extrema importância, cada gesto , cada olhar, todo o ar, dar importância a este corpo onde habito, e transmitir um pouco mais de calma um pouco mais de alma...
A dádiva, a surpresa, as prisões, os labirintos que satisfazem as nossas constantes exigências, o agora, a hora, as memórias recentes, o postal ao vivo e em movimento, ambíguo e pictórico , a poesia do puzzle , a poesia do corpo, os sentimentos ambulantes que se rouba deste e daquele, de todos nós... inspira-me.
É a exposição do corpo maquina – corpo emoções que faz presente em todos os momentos da vida, o corpo complexo o corpo como maquina perfeita, O corpo que escreve historias, linhas invisíveis , o corpo a ser escrito...

Na verdade danço em função do que “escrevo”, do que vivo, das marcas e dos desejos, e danço para continuar a “escrever” estas energias com que a maquina humana se contagia permanentemente. Danço para continuar a escrever a poesia desta dimensão que é o corpo e tornar visual os segredos do próprio movimento.
É a questão da omnipresença do corpo.
É a escolha do corpo como lugar privilegiado.
Inspirada na maquina do corpo e na do tempo, procuro assim entender o interior do “eu” e partilhar este mundo imaginário desfigurando as nossas próprias transparências.

FICHA ARTÍSTICA
Dança contemporânea, vídeo e pintura (ao vivo)
Concepção, interpretação e vídeo: Amélia Bentes
Figurinos: Lidija Kolovrat
Pintores convidados (ao vivo): artistas locais
Assistente de ensaios: Iara Ferreira
Banda sonora original: João Monteiro
Desenho de luz: Pedro Machado
Video montagem: Paulo Raposo
Produção: Circular Ar
Apoios: Ministério da Cultura – IPAE
Atlético de Moscavide, Centro em Movimento , tintas Cin,
lojas Swear, Teatro Taborda, Tesa
Co-produção: Ebahl

AGRADECIMENTOS:
Clara Andermatt, João Monteiro, Alex, Fátima Piedade, Sofia Neuparth, Ana Furtado, Paulo Henrique, Chapitô

Estreou a 29 de Novembro de 2001 no Teatro Taborda em Lisboa


fotografias: João Pedro

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